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Oporto Forte - Grupo

Como fazer para lidar com o estresse em cenários de mudança

Como fazer para lidar com o estresse em cenários de mudança

Por Celso Pais

Todos sabemos que o estresse afeta negativamente a saúde física, mental e social. E também sabemos que o mundo do trabalho é, em parte, responsável por uma quantidade de estresse significativa que os seres humanos sofrem no seu cotidiano. Mas, temos que perguntar: é possível trabalhar numa empresa competitiva sem estar sujeito a algum nível de estresse? A resposta só poderá ser negativa, pois a mudança constante e os desafios colocados a uma empresa competitiva implicam, inelutavelmente, a existência de um grau de tensão que gera ansiedade nos colaboradores, os quais estão continuamente confrontados com metas exigentes. 

Não podendo trabalhar sob o grau zero de estresse, resta-nos saber enfrentá-lo e canalizar todas as nossas energias para pôr em ação o mecanismo que permite a transformação das tensões ameaçadoras do nosso equilíbrio psíquico em forças construtivas que permitem realizar, em grupo ou individualmente, as tarefas inerentes aos processos de mudança. Na linha de pensamento de Ryan Martin, podemos transmutar a irritação que decorre do estresse laboral para um estado de tensão saudável, que nos proporciona o investimento dinâmico nas tarefas de maior exigência. Trata-se de utilizarmos a nossa adrenalina, canalizando-a para fins construtivos, tal como fez, por exemplo, Louis Armstrong que investiu toda a sua energia a compor música jazz, em vez de se autobloquear com as medidas de segregação racial de que era vítima. 

Nas empresas dinâmicas a mudança faz parte do cotidiano porque os clientes injetam constantemente novas exigências que decorrem de forças inerentes à própria evolução social. Estaremos preparados para os desafios da mudança constante e para os níveis de estresse que ela coloca aos indivíduos e às equipes? Nem sempre. Já Keynes afirmava que a maior dificuldade do mundo não está nas pessoas aceitarem novas ideias, mas em fazê-las esquecer as velhas. Ora, todos sabemos que funcionar de acordo com as ideias que permanecem há muito no nosso reportório cognitivo é uma forma de nos remetermos à nossa zona de conforto. Assim procedendo, não sujeitamos o nosso aparelho psíquico à pressão do treino de novos comportamentos e novas atitudes mentais. Dito de outro modo: não sofremos estresse. E esquecemo-nos do que nos disse Camões, no século XVI: “Todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades.” 

Então, face à inexorabilidade da mudança, bem como das metas a ela inerentes, só nos resta gerir com eficácia o estresse que decorre dos processos de trabalho que respondem aos fenômenos de transformação organizacional. Há três fatores que moderam o impacto de uma situação estressante num indivíduo, a saber: 

i) A sua condição física, ou seja, somos mais capazes de lidar com o estresse se gozarmos de boa saúde e nos sentirmos plenos de energia; 

ii) A avaliação cognitiva, que remete para o fato determinante da nossa crença em conseguirmos lidar com um determinado acontecimento, tornando-a numa profecia autorrealizável; 

iii) A perspetiva de vida positiva, caraterizada por uma abordagem positiva à mudança e pelo compromisso com uma atividade que tem significado. Esta combinação de fatores aumenta a resiliência (capacidade de recuperação rápida) ao estresse. 

As pessoas que trabalham em organizações competitivas deverão, afinal, transformar os estados de distress (faceta desagradável, debilitante e doentia do estresse) em eustress (estresse estimulante que pode elevar a sensação de satisfação e de realização de uma tarefa, aumentando a capacidade de desempenho). Para concretizar este desígnio, todos temos ao nosso dispor variadas ferramentas que podemos utilizar tanto no espaço laboral como na vida privada. Entre essas ferramentas podemos destacar as seguintes:  

  • Gerir a eficácia e a eficiência do trabalho, escolhendo as horas do dia em que dispomos da nossa melhor energia para atacar tarefas de elevada complexidade; 
  • Aceder à informação mais recente e organizá-la de forma racional; 
  • Reservar tempo diário para atividade física; 
  • Treinar o controle emocional face a situações indutoras de distress; 
  • Estabelecer o equilíbrio entre a nossa dimensão lógico-racional e as nossas forças emocionais; 
  • Desfrutar de momentos para relaxamento; 
  • Estabelecer relações de confiança na equipe de trabalho, de modo a nos ajudarmos mutuamente em períodos de forte pressão; 
  • Participar na fixação de objetivos; 
  • Reconfigurar as tarefas, de modo a simplificá-las. 

Na Oporto Forte, dispomos de um conjunto variado de soluções de consultoria e formação, que podem ajudar a sua organização e os seus colaboradores a gerir de forma positiva o estresse. Sugerimos, entre outras, o curso online Gestão de estresse em Organizações Dinâmicas, que constituirá um bom contributo para um melhor equilíbrio emocional das pessoas da sua empresa. 

 

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