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Soft Skills- O poder da transformação

 Soft Skills- O poder da transformação

 

Nessas últimas semanas tenho falado com diversos clientes para tentar perceber a sua percepção sobre a estratégia de Formação/Desenvolvimento a seguir neste contexto Covid-19. Numa primeira análise, identifiquei dois tipos de empresas: um em que mantêm a área de desenvolvimento em grande produtividade, seja através da transformação de formações presenciais em formatos digitais, seja através do reforço da estratégia de Digital Learning com aquisição de plataformas e procura de soluções externas diferenciadoras; do outro lado, temos um segmento em que o processo formativo/desenvolvimento praticamente estagnou, com investimento zero.

Para mim são legítimos todos os argumentos; de que "as prioridades são outras", de que "as pessoas não estão com cabeça", "que não há dinheiro", consigo perceber todos, e cada um sabe da sua casa. No entanto, começo a pensar no contexto atual, onde a única certeza é a de mudança constante, onde o que hoje é verdade, amanhã é mentira, num contexto de digitalização que foi agora acelerado pela pandemia, e portanto, um contexto onde as empresas têm obrigatoriamente que se transformar. E depois faço o questionamento: como vão as empresas sobreviver sem terem competências desenvolvidas em áreas cruciais neste contexto, como a Liderança em contexto Digital, a Tomada de Decisão, o Intraempreendedorismo, o Critical Thinking, a Inovação, entre outras? Mais do que nunca a nossa capacidade de desaprender e voltar a aprender (Learning Agility) é fundamental!

Através dos conteúdos Crossknowledge, trabalhamos estas competências transformadoras e fundamentais. Faço aqui a introdução a três delas:

  • Tomada de Decisão,
  • Liderança na Era Digital 
  • IntraEmpreendedorismo

A tomada de decisão é algo tão presente nas empresas, que o Olivier Sibony (HEC Paris) chamou-lhe de rotina funcional. As pessoas decidem coisas sem conhecer o processo real que as leva a tomar uma direção específica e, como resultado, as decisões geralmente estão enraizadas em subjetividade e preconceitos. No entanto, qualquer direção específica tomada pode ter repercussões em processos estratégicos e pode até desviar a estratégia da empresa do seu objetivo inicial. Um estudo realizado pela McKinsey & Company revelou que, quando as empresas reduzem os efeitos de enviesamentos nos seus processos de tomada de decisão, aumentam o seu retorno sobre o investimento em 7%. É por isso que é essencial trabalhar de forma estratégica este tema. Com uma imagem clara dos resultados que desejamos alcançar, o processo de tomada de decisão pode ser projetado e implementado de forma para a minimizar enviesamentos,  e manter sob pano de fundo a estratégia geral da empresa.

 

As tecnologias digitais estão a mudar dramaticamente a maneira como pensamos e implementamos a Liderança. Um mundo VUCA, (volátil, incerto, complexo e ambíguo), emerge, provocando a disrupção dos modelos atuais.  Com esta mudança, surgem muitas perguntas; Como podemos lidar com  este ritmo de mudança acelerada no mundo digital? Como lidamos com o aumento da complexidade? Como trabalhamos com diversos grupos de pessoas de todo o mundo? Como gerimos o conhecimento, essencial para a economia digital? Para estar na vanguarda neste contexto, as empresas devem adaptar as suas estratégias de liderança. Para isso, Amit Mukherjee (Ashridge Executive Eduacation) dá-nos algumas dicas sobre o poder (ou a falta dele) das palavras e de como se adaptar aos novos ambientes digitais.

Um intraempreendedor é alguém capaz de aproveitar bem o seu espírito empreendedor dentro da própria empresa, independentemente do tamanho, localização ou setor. Isso requer ser proativo, autônomo, criativo e motivado. Para potencializar esta capacidade, os colaboradores devem ser incentivados a se desafiar, e a assumir riscos e responsabilidade em projetos. Como resultado, eles vão dispor dos recursos necessários para  transformar as suas ideias numa mais valia e trazer  bons resultados para a empresa. Os intraempreendedores têm uma mentalidade desafiadora, e não passiva, o que os leva para fazer as perguntas certas,  a desafiar o status quo e a pensar fora da caixa. Às vezes, quebrar as regras pode ser uma boa maneira de acrescentar valor a uma empresa e de alavancar o seu desenvolvimento profissional.

 

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